A chuva e o frio que fez em São Vicente no dia 24 de maio não inibiu o movimento do terceiro dia de paralisação do CLP, que foi marcado pelo Ato Público dos alunos na comunidade ao redor do campus. O objetivo era chamar a atenção da mídia local para a reivindicação dos estudantes e informar a população sobre as pautas principais. Com os rostos pintados, faixas esticadas e panelas e instrumentos de percussão devidamente distribuídos, os alunos saíram do campus guiados por alguns estudantes que acompanharam a passeata de carro. A Avenida em frente ao campus foi fechada pelos carros e os alunos do CLP tomaram conta das ruas com gritos de ação e informação àqueles que saíam curiosos dos comércios locais para acompanhar a movimentação. As faixas eram explícitas: a luta é pela educação pública de qualidade e o seu acesso irrestrito.
"Pisa ligeiro, pisa ligeiro! Quem não pode com a formiga não atiça o formigueiro!"
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Percurso percorrido pelos alunos durante a passeata.![]() ![]() ![]() ![]() ![]() |
A passeata começou na Av. Luis Antonio Pimenta em frente a UNESP, um dos principais acessos à São Vicente no sentido de quem vem de Praia Grande, Mongaguá, etc. A Avenida Capitão Mor Aguiar, importante via de acesso ao corpo de bombeiros, câmara municipal entre outros destinos da cidade, foi a próxima a ser interditada pelo movimento. São Vicente assistia curiosa cerca de 50 alunos que paralisavam o trânsito da cidade em nome do movimento estudantil. Ao chegar na Rua do Colégio, muitos moradores apareciam nas janelas por conta do barulho, sorrisos e expressões de dúvida acompanharam os alunos até que estes chegaram na Praça 22 de Janeiro, ponto popular da Biquinha, onde havia uma concentração maior de pessoas. A população de São Vicente não está acostumada a ver muitas reivindicações populares pela cidade, e surpresa, admiração e dúvida foi, com certeza, os sentimentos mais expressados por aqueles que assistiam à passeata. Ao chegar na avenida da praia, muitas pessoas apareceram nas janelas dos prédios e saíram dos comércios, alguns sorriam e aplaudiam, fazendo com que os gritos dos alunos ficassem ainda mais empolgados.
"Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu? Aqui está presente o movimento estudantil!"
A Rua Frei Gaspar é um dos acessos ao centro da cidade. Com grande movimentação de pessoas, alguns alunos começaram a abordar a população e distribuir panfletos àqueles que paravam para ver a passeata. Conversas e discussões sobre a educação no país começaram a brotar. Questionamentos sobre o que cada um ali, parado, achava das escolas públicas e da dificuldade que os alunos enfrentam para ingressar no ensino superior foram feitos. O PIMESP, um programa que o governo estadual possuí interesse em implantar já para o ano que vem, foi apresentado à muitos, pois grande parte das pessoas abordadas não conheciam seus efeitos, enquanto que a permanência estudantil foi quase um consenso de todos como algo fundamental para a inserção e manutenção de alunos carentes nas universidades.
A Praça Barão do Rio Branco foi o destino da passeata e lá foi realizada uma intervenção lúdica em forma de peça teatral, onde a situação questionava o acesso à universidade pública, a necessidade de uma educação pública de qualidade e a postura do governo diante disso. Após a apresentação, a Lateria da universidade continuou tocando na praça enquanto um grupo de estudantes se espalhou pelo local para conscientizar mais profundamente os que estavam ali presentes. Tal grupo foi, de uma maneira geral, muito bem recebido pela população de São Vicente que demonstrou estar aberta às discussões de interesse comum.
"Pelo fim do vestibular! Trabalhador tem direito de estudar e sem pagar!"
O movimento foi finalizado por uma segunda intervenção lúdica. A música "Até quando?", de Gabriel Pensador, foi recitada em meio aos pedestres que ouviam com atenção. Assista abaixo o vídeo da música.








































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